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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Ou talvez não.

Hey Cuties!
Espero que esteja tudo bem com vocês. Eu? Vai-se andando, obrigado. 
Engraçado que por norma esta é a minha resposta automática, mas a verdade é que não ando lá muito bem, não. Lembram-se de há uns dias ter escrito o quão feliz estava na minha vida profissional, planos futuros e blá, blá, blá??? Retiro o que disse. 

Ok, estou a ser uma drama queen. Como sabem trabalho numa loja de roupa, e até à semana passada as minhas funções se concentravam essencialmente nos provadores. Entretanto abriu um concurso para ocupar umas vagas de reposição e aqui a je não pensou duas vezes. Primeiro, estava farta de fazer o mesmo. Segundo, estava farta de clientes. Terceiro, o horário era excelente para conciliar com outro emprego.

Resumindo: o que se está a passar é que saí completamente fora da minha zona de conforto. Pensava que o trabalho se resumia a abrir umas caixinhas de roupa e encher os espaços vazios. Mas tenho um conjunto de regras e prioridades a seguir. E sinto-me frustrada e impotente, porque faço o que me pedem e não entendo a lógica da coisa e porque chego ao final do meu turno e sinto que não fiz nada. 
A equipa também conta muito. São todas muito simpáticas, e cheias de discursos moralistas sobre o facto de ser nova, não ter experiência, da complexidade que envolve a reposição, de que sempre que precisar ajudam-me, etc, etc, etc. Mas nos momentos em que a minha alma já foi sugada pela quantidade de informação não absorvida e ando à procura de orientação, cada uma está tão embrenhada nos seus afazeres que mesmo que me atire para o chão a pedir socorro, sou literalmente ignorada. Vá lá, hoje não fui porque quando olharam para mim estava vermelha que nem um tomate com as torneiras ligadas. Costumo dizer que sou um balde que as pessoas vão enchendo até que não aguenta e transborda em lágrimas. Já tentei corrigir este aspecto da minha pessoa, mas é inato, não consigo.

E aquela loja parece uma aldeia, uí! Quando dei por mim já tinha as Marias-Cuscas a olhar cada passo que dava e meio mundo a perguntar o que se tinha passado comigo. Amanhã sei que chego lá e já vão dizer que ouviram dizer que ia ser despedida, ou que durante o turno fui assaltada por um ET. Estilo Correio da Manhã, percebem a ideia?
Enfim, foi só um desabafo. Um dia menos bom. Vou manter-me positiva, perder a mania do perfeccionismo e não me deixar levar pelo sentimento, senão vou dar em mais doída do que já sou! Acredito que com o tempo, tudo irá melhorar.

Até à próxima,
Jei~


sábado, 24 de março de 2018

Sou feliz a fazer o que faço.

Aos meus mais antigos seguidores, mil perdões! A esta hora devem questionar-se do porquê de tal pedido, e esse deve-se à inocência espelhada no meu último post antes desta"curta" pausa. Alguma vez esta alminha conseguiria aguentar a intrujice de um call center? Calma, não me interpretem mal, a verdade é que eu admiro quem faz este tipo de trabalho, eu é que não consigo. Não tenho perfil. Quer dizer, foi-me dito na primeira semana de que era uma jovem com potencial! Na segunda semana, despedi-me. Mas alego em minha defesa que fui enganada (o que nos dias de hoje até é bastante frequente)! Deram-me uma formação de vendas de um seguro de saúde dentária. Quando fui para a linha, tive que vender um seguro de vida, em que se se morresse ÚNICA E SOMENTE num acidente em transporte público, os herdeiros tinham direito a uma indemnização. COMO ERA POSSÍVEL? Espero que compreendam, não foi falta de esforço, acreditem!

Após esta mini-aventura, seguiu-se duas papelarias, uma loja de iluminação, uma loja de faturação de gás e electricidade... trabalhos a contratos temporários, a recibos-verdes, precários, que duraram o máximo de um ano. Tenho sido uma pulguita, a saltitar de trabalhinho em trabalhinho, fugindo às manhas de patrões que querem que demos 120% de nós a pagar-nos o ordenado mínimo. Infelizmente esta é a dura realidade dos jovens do nosso país que procuram alguma estabilidade e não conseguem. Tanto que não me falta muito para os 40 e ainda hei-de estar na casinha dos pais (estou a brincar, claro que estou mais perto dos 30 :3). Vêem no que me tornei? Uma maria-frustrada, cheia de sonhos que nunca passarão disso: meros sonhos...

E isto são os pensamentos de mil como eu, que caminham para depressões, muitas vezes sem retorno. Eu, felizmente, consegui trepar o poço do isolamento e encontrar um rumo. Tentei manter pensamento positivo, pensar no amanhã, ser ambiciosa mantendo os meus valores.
Hoje? Hoje tenho um emprego humilde numa loja de roupa em ambiente de centro-comercial, a part-time de 5 horas bem remuneradas, com horário fixo, tudo certinho. Chamo-lhe emprego porque o é, e é o que melhores condições laborais proporciona aos seus funcionários, a meu ver. Mas atenção, também tenho dias maus. Atendimento ao público tem muito que se lhe diga!

Planos futuros assentam entre o conjugar com outro emprego e tirar outra formação (algo técnico e prático). Como vêem, ainda sou uma rapariga com dificuldade a tomar decisões!
Resumindo: se há coisa que aprendi com o tempo é que não existem empregos perfeitos. Mas posso dizer que, de momento, sou feliz a fazer o que faço.

Até à próxima,
Jei~

quinta-feira, 22 de março de 2018

Regresso.

Faz algum tempo, Cuties.

Mais precisamente 4 anos. 4 anos para ter vontade de escrever, 4 anos de algumas mudanças, 4 anos de estagnação. Para quem é novo aqui, olá eu sou a Jei, uma rapariga nomal que amarra o cabelo quando se sente inspirada (ou quando tem calor, no verão eu destilo).  Crie este blog em 2013, ano em que ainda queimava pestanas num curso superior que me valeu um canudo que está no canto do meu quarto a ganhar pó. Verdade é que talvez nunca me tenha esforçado o suficiente, mas também descobri um lado muito manipulador e bajulador na Comunicação Social que detesto. Portanto já não me cativa. Verdade também é que me farto muito rápido das coisas.
20 de março de 2018. Com o início da Primavera,  lembrei-me de que um dia tive um blog e fui espreitar. Ri muito. Uma miúda cheia de sonhos e muitas incertezas. Hoje, com 25 anos, continuo a ter algumas.

Como já referi, algumas coisas mudaram, mas deixarei isso para futuros textos. Quero apenas informar-te Cutie (se ainda aí estiveres) que continuo aqui, mais velha, madura, mas louca e variada, de humor sarcástico, e ainda sonhadora e cheia de dúvidas. Mas realista. Porque a realidade é algo que ainda demorou a chegar.

Não sei quando voltarei a escrever-vos. E não vou prometer nada como das outras vezes, até porque sempre detestei que me prometessem algo que não podiam cumprir. Mas fica a certeza de que estarei por aqui.

Até à próxima,
Jei~